21.5.17

Eles estão vindo: Relato de Experiência Holotrópica.



Por F.S.


Diante da subjetividade da experiência e da dificuldade em organizar uma forma compreensível para a comunicação de uma vivência hipertranscendente, aviso a você leitor que farei o máximo para trazer aqui o realismo do que vivi. Porém, já sabendo que o aqui exposto é o 1% possível de ser trazido. Os restantes 99% permanecem intactos. A exemplo da natureza da luz verde que integra a experiência.

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Eram pouco mais de 4h da manhã da madrugada do dia 19/05/2017 quando acordei abruptamente de uma experiência que certamente marcará minha vida.

Estava em algum local alto, porém não tanto, mas era um morro ou montanha, numa casa ao que me recorde. Em dado momento avisto no céu pela janela da casa naves espaciais sobrevoando o céu numa altitude muito baixa e eufórico aviso pessoas (que não me recordo quem eram) sobre o incidente e vou me dirigindo para fora da casa em algum local mais adequado para o avistamento. O local tinha uma espécie de desfiladeiro e uma cabeça grande de pedra onde ao avistar as centenas de naves sobrevoando a cidade a emoção foi tamanha que ajoelhei de imediato na pedra e com as mãos em prece ergui ao céu e gritei intensamente: "Eles vieram!" E comecei a chorar compulsivamente numa gratidão tamanha, num sentimento de pertencimento cósmico irracional e hipertranscendente. Num dado momento daquele êxtase profundo avisto uma luz no céu esverdeada aglutinando num ponto e que vai chegando mais próximo de mim até que entra no meu peito, no meu coração e penetrando em todo meu ser sinto aquela luz inteligente como se incorporando a mim e imediatamente acordo. No mesmo momento, vem a memória integral da experiência, e choro de soluçar, de alívio, de esperança e de confirmação de profundas inquietações que me acompanham há décadas.

Eles estão vindo.
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A euforia que me tomou esta experiência, no resgate da esperança para o destino da humanidade e deste planeta foi imediata.

O chefe urso (o chefe da tribo norte-americana que era parte), em minha vida passada ainda antes do ano 1000, avisou-se da "peste" que iria perturbar a humanidade e ao mesmo tempo observei vida após vida a "peste" se alastrando até os dias de hoje, com as atuais epidemias psiquicas, fisiológicas e sociológicas que nos assolam. No entanto, e apesar de previsão coerente do ancestral vidente, o futuro nos aguarda eventos hipertranscendentes como os que relatei acima. Acontecerá tal como descrevi? Não sei. O que sei, e não sei ao certo explicar como se dá este saber, é que eles estão vindo e isto modificará para sempre o destino deste planeta.

Quais os efeitos da aparição alienígena na sociedade humana? Que repercussões econômicas, jurídicas, sociais e psicológicas teremos?

15.4.17

Do Processo de Escrever o Livro (impressões)

O processo de escrever o livro propriamente dito começa a revelar facetas profundas de recuperação de escritos de muito tempo atrás. Hoje encontrei dois escritos, profundos, que os escrevi dentro de minha antiga Oficina de Arte Livre, onde realizava meus trabalhos de criação, na arte, poesia e pesquisa científica. E lá encontrei dois textos: O Mito da Terra sem Males e o Mito dos Surfistas Ancestrais. Lágrimas cairam e me transportei para aquele tempo. Me vi diante do bloco de argila e da imagem do jaguar Maia, onde fiz a escultura mais bonita até então: o Jaguar, esculpido diretamente no bloco grande da argila. E foi ali, naquela mesa, naquele silêncio profundo, que nasceu estes mitos. Beleza e espontaneidade. Pude ver meu passado de um modo completamente diferente. Vi a continuidade de tudo que fiz e do que faço hoje. Um clarão de lucidez, uma emoção de gratidão e que benção ter guardado estes textos e tantos outros que estou recuperando. Alguns trechos de relatos do que vivi na Reserva Natural Viveiro, quem nem existe mais... A frase do Ciro... enfim, extratos significativos de momentos que mudaram o curso de minha vida.

17.2.17

O Grande Pai

O medo é minha principal falha.
Um medo estranho.
Um medo de mim mesmo.
Um medo de quem eu me torno
Quando eu sou
Eu mesmo.

Eu mesmo,
Sou poderoso.
Eu mesmo,
Não tenho medo.
Sou valente, rápido.
Forte, ágil, bondoso
Profundo,
Cujo olhar é a própria janela do infinito.

O meu olhar é minha principal arma.
É o cultivo do olhar firme
É a fixação do olhar firme
É a permanência do olhar firme
É a prática da meditação com olhos abertos
Que potencializa o olhar firme da montanha.

Gigante por sua natureza
A montanha tudo olha e não se move.

O olhar firme é visto como clareza de visão.
A clareza de visão é a capacidade de mostrar
Quem eu realmente sou.
Eu sou o Tao.

O Tao é o único poder capaz de assustar até o mais bravo dos mestres.
Contra ele ninguém é capaz de derrotar.

O Tao assusta por sua intangibilidade.
O Tao assusta por sua profundidade infinita.
O Tao assusta por não se localizar em parte alguma.
O Tao assusta por sua incogoscibilidade.
O Tao assusta pelo tamanho de sua essência.
O Tao assusta pela vastidão de seu domínio.

Enquanto portavoz do Tao,
Ninguém é capaz de me derrotar.
Mas quando o Tao se escapa e o olhar se torna fraco
Medroso,
Qualquer um é capaz de me vencer.

A invencibilidade é privilégio dos portavozes do Tao.
Os verdadeiros yogues de todos os tempos.
O mostrar-me quem eu sou,
Na transparência fecunda do Tao
No movimento de ser quem sou
Na condição de portavoz do Tao

A serenidade do Tao assusta até o mais bravo dos mestres.
A imperturbabilidade do Tao expulsa até o mais feroz dos demônios

E assim disse o mestre:

Por desenvolver a clareza de visão e a visão firme
Assim eu me torno o Tao e o Tao se move através de mim
E o mais bravo dos guerreiros se amedronta como criança diante de seu pai.

Por isso se diz que o Tao é o grande Pai.

13.2.17

Breve Ensaio sobre o Movimento Pessoal de Holofusão (Samadhi Yôga) à Holocosmologia (Kaivalya)

FS.


O ano de 2016 foi marcado por intensas experimentações realizadas no LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga (Projeto Amanhecer - HU- UFSC). Estas experiências se resumem a potentes retrocognições onde conseguimos aplicar um conceito até então hipotético, ou seja, as retrocognições estruturadas, a partir de questões específicas a se investigar baseado nos movimentos de autoinvestigação realizada pelo experimentador.

No meu caso, realizei um balanço e acabei por publicar poucos ensaios porém, os que foram publicados revelam uma profundidade cada vez mais vertical e a crescente necessidade de escrever menos e sintetizar mais. Paralelo a isto venho pesquisando os campos de linhas de pensamento da Índia, como por exemplo, Yogasutra, Samkhya Karika, Upanishads e Budismo em paralelo com os estudos da linha chinesa Taoista e outros tantos estudos, em especial, nos métodos práticos do Yoga, Tao Yoga, Chi Kung, Tai Chi Chuan. Tudo isto somado a mais um ano de aulas semanais de Tao Yoga e encontros de Laboratório, em conjunto com meus atendimentos clínicos em parapsicologia clínica. As palavras são poucas para descrever a experiência total, porém, este conjunto todo apontou-me para um exame mais honesto de setores de outras retrocognições, em especial a que vivi na China.

Ao examinar com mais acuidade, percebi uma incoerência de data, onde nas anotações soava 1700 e pouco, e enquanto o mestre Yang Luchan teria vivido um século após. Esta incoerência e examinando o vestuário do mestre, estava mais para um mestre da família Chen do que um Yang. Assim de forma a rever estes dados, fizemos perguntas estruturadas de forma a avançar nesta investigação e os resultados foram para mim conclusivos. Assim eu escrevi (clique aqui) que vivemos a respeito da amnésia de nossas vidas anteriores e um campo de experiência tão vasto como qualquer viagem espacial. Existe um cosmo interno e esta viagem para dentro de si, um movimento autoinvestigativo, revela saberes muito profundos sobre si e também sobre a vida e sobre a existência geral, o que coloca os dados das retrocognições em sua delicada função pública e social.

Assim chegamos a um pouco onde a memória além de extracerebral, por inferência, afirmamos ser a memória um campo coletivo, transpessoal. E explicar isto é muito difícil pois veio através de encadeamentos de raciocínios e intuições, onde a partir da autopesquisa pessoal chegamos a campos de interesse coletivo da humanidade. As revelações dos índios norte americanos passadas a mim numa vida muito antiga antes dos anos 1000, onde eu era indígena, e tive minha última vida como indígena. A vida na Índia, Tibet e China, e os intervalos entre vidas, apontando para verdadeiras vidas transcendentes, holotrópicas, no espaço cósmico e nas evidências dos hipersamadhi associado a projeções de consciência livre para fora do psicossoma, ou corpo astral.

Os saberes recuperados revelam o que cabe a mim expor para todos os que tiverem condições de acessar. Do mesmo modo que eu venho buscando o entendimento mais profundo sobre mim mesmo, a vida e a existência, os saberes transmitidos relevam a natureza mais profunda dos sistemas filosóficos estudados e escritos aqui na Terra.

Uns anos atrás eu refletia sobre a Holocosmologia e sobre um método para se alcançar tal compreensão da vida que, por experiência própria, a compreensão em si já acarreta um nível de tranquilização causal no espírito, e a consolidação de uma confiança cósmica nos acontecimentos e no modo como tudo se move e acontece.

E após estes anos de pesquisa e prática intensiva, ininterrupta, cheguei ao campo do Yôga. Yôga então demonstrou ser a ciência para a Holocosmologia. A ciência experimental, prática, para que possamos alcançar a unicidade holocósmica, o fundamento experimental da Holocosmologia. E por mais interessante este trajeto de pesquisa revelou-me um saber na Terra muito profundo e embora não tão claro para o entendimento comum, mostrava-se ali, público, e é a evidência de que muitos e muitos outros na Terra chegaram neste campo transcientífico, a fronteira da mente, a não-mente, o Yôga, o samadhi, o kaivalya.

Porém, meu ímpeto é expor este saber numa versão moderna, científica, de modo que possamos compreender os postulados fundamentais da ciência última, a Holocosmologia e da ciência aplicada, Yôga.

Existe um propósito na vida (Tao), um caminho e um modo de se mover corretamente (Te) de modo que possamos alcançar a unicidade holocósmica e ir dissolvendo progressivamente a condição perturbada (sofrimento, dor, doença) até a condição não-perturbada (samadhi) permanente.

Este movimento equivale a mover-se para a unicidade holocósmica (holotropia). A dissolução da ignorância fundamental, o desconhecimento da natureza autêntica de si mesmo e do cosmo. Então temos aqui o vislumbre de uma ciência para a libertação definitiva e ao mesmo tempo o alcance de uma metaciência, além de tudo o que podemos imaginar: a ciência holocósmica, universal, além da Terra.

E diante disso, e neste caminho de holofusão progressiva, as capacidades de percepção direta da realidade vai se alargando, expandindo, extrapolando os limites dos sentidos comuns até as funções psigânicas parapsíquicas, da telepatia, clarividência, retrocognição, precognição, projeções para fora do corpo, samadhi e assim por diante. Esta extrapolação para os confins do universo dei o nome de psi-ómicron, e inclui a comunicação cósmica e as experiências diretas com inteligências não-humanas, além da Terra. E neste espectro podemos encontrar o Yôga universal, pela evidência do samadhi de inteligências alienígenas e transcendentais. Em paralelo a este movimento, também é possível testemunhar hipertecnologias e acesso de informações de cunho tecnológico além do que podemos compreender, evidenciando a comunicação cósmica direta.

Os conceitos de vida e inteligência se alargam e rumam para a natureza em si da inteligência e da matéria (energia). Inteligência e matéria movem-se em unicidade com espaço-tempo-dimensão, formando a unidade fundamental do holocosmo: inteligência-energia-espaço-tempo-dimensão.

E o recado continua sendo aquele mesmo recado: o amor incondicional universal, a família universal, a irmandade universal.

A condição da Terra, seu momento evolutivo e a profecia do "chefe urso" (urso era o nome indígena para "guardião do caminho") para os momentos atuais da doença (a "peste") que vai dizimar a humanidade na Terra. Em somatório a isto, vivemos os esforços e a desistência de tantas pessoas para salvar a Terra de seu destino que parece realmente o fim desta humanidade na Terra (pelo menos neste momentum evolutivo).

A cosmotelepatia e a cosmoclarividência evidenciam o monitoramento alienígena e extrafísico dos amparadores ligados a Terra e extraterrestres, de modo que possam amparar este momento de evolução. Por outro lado, demonstram calma e serenidade, e ausência total de preocupação quanto a qualquer coisa. E isto nos dá uma tranquilidade fundamental para lidar com este momento delicado da espécie humana e dos seres vivos da Terra.

Em paralelo a isto observo uma alienação profunda da sociedade que vivendo como prisioneiros evitam de conhecer a Terra, mover-se por outras culturas e aprender com outros irmãos residentes em outros países. O contato alienígena seguirá este movimento além da vila, do bairro, em direção a outros países, dimensões e sistemas do universo.

A isto podemos tranquilamente dizer que será o samadhi fundamental da humanidade.

E todos estes princípios aqui expostos fundamentam o que por opção lúcida escolhi chamar de Holocosmologia, ou a ciência do espectro holocósmico, e o Yôga, como a ciência da unicidade holocósmica (samadhiologia, kaivalyologia). E em relação a estas unimos as contribuições das ciências indianas, chinesas e outras, em conjunto com as ciências da consciência (parapsicologia, projeciologia, conscienciologia, metapsíquica, psicobiofísica, psicons, psicologia transpessoal, física, etc), num todo coerente e unificado, unindo as percepções extrassensoriais, extrapolações holocósmicas da percepção parapsíquica e fenômenos de ordem extraterrestre dentro do espectro alienígena, multidimensional, hiperfisica e hiperdimensão, hipertecnologia, as sociedades cósmicas avançadas, o cosmodireito, cosmojurisdição, os conselho de calibração do Sistema Solar e outros temas profundamente transcendentes para nós ainda presos a uma ciência de bairro, aprisionada pela língua, pelo currículo e pela política.

O universo é uma sociedade única. Uma única organização. Um único governo. Uma única política. Uma única orientação. Um único propósito. Tudo existe para a dissolução do sofrimento até a condição de liberdade total do espírito em relação a tudo o que o atormenta e o perturba. Este movimento, apesar de não compreendermos o "sentido do sentido", ou a razão maior para tal, é o que estrutura o universo e suas organizações nesta e noutras dimensões.

E apesar de discernirmos inteligência-energia-espaço-tempo-dimensão, podemos ainda discernir e refinar mais um aspecto desta realidade, o de que inteligência é uma realidade, energia-espaço-tempo-dimensão, outra.

E refinando ainda mais, posso expor que de um lado temos a realidade não-manifesta (inteligência) e do outro a realidade manifesta (tudo o que é energia-espaço-tempo-dimensão). Não-existência e Existência, realidade Não-Manifesta e realidade Manifesta.

A inteligibilidade subjacente ao Sol, a luz, e a tudo o que pode ser observado direta ou indiretamente, ou mais refinado ainda, a inteligibilidade subjacente a toda manifestação holocósmica demonstra a ligação entre fenômenos assim chamados físicos ou naturais e os processos de inteligência. Assim temos que onde existe manifestação de energia-espaço-tempo-dimensão, acusamos a inteligibilidade subjacente, intrínseca, não-local. E daí inferimos a existência não-local do princípio inteligente enquanto realidade intrínseca de todo princípio material (energia-espaço-tempo-dimensão).

Purusha e Prakriti, Yang e Yin. Wu-Ji e Tai-Ji.

É neste ponto que adentramos como salientou Chuang Tzu em seus ensaios, que em todos os tempos e épocas chegou-se ao limite da capacidade de entendimento da realidade.

O vazio.

Daqui em diante, nada sabemos.

E a serenidade diante do não-saber é o fundamento do Yôga avançado para degraus mais avançados de entendimento. O entendimento se move. O ser em si se cala perplexo, sereno, diante o infinito do holocosmo!

Este é o recado dos espíritos mais livres, do hipersamadhi, da experiência de dissolução holocósmica e das projeções de consciência livre pelo espaço.


19.1.17

Fundamentos do Yôga Avançado: Do Yi-Jin e do Método de Conversão (cap 1) - atualizado.

Considerações Iniciais

Este ensaio está em fase de criação. Erros ou omissões devem ser relevadas. A pesquisa aqui exposta é produto de meus experimentos e aprendizados que ultrapassam esta vida e remonta vidas antigas desde ainda o ano 1000, em vida indígena norte-americana (Yôga indígena) a vida indiana posterior, onde aprendi o Yôga indiano, e após o Yôga tibetano quando fui monge, China quando fui monge e aprendi diretamente do mestre e na vida atual desde 1994 aproximadamente, quando recomecei pelo Raja Yôga e após, Swásthya Yôga, Tai Chi Chuan e por fim a minha síntese como Tao Yôga com prática autodidata por mais de 1 década. E soma-se minhas vivências com as práticas e ciência parapsicológica onde desde criança me dedico a investigar e experimentar, no campo da Projeciologia, Conscienciologia, Parapsicologia, Psicologia, Física Quântica em minhas conversas diretas com meu amigo, físico e parapsicólogo Dr. Geraldo Sarti, e por fim e principalmente, os mais de 5 anos em autopesquisa imersiva, contínua, no LAC - Laboratório de Autopesquisa da Consciência e do Yôga, com meus amigos pesquisadores Guilherme Loureiro, Rodrigo Bastos, Vanessa Sandler e Rosamary Xavier. E foi nos experimentos retrocognitivos induzidos com método desenvolvido por nós, em retrocognição estruturada, com formação de campo e monitorado que pude lembrar das vidas acima e que puderam me fazer lembrar tanto de ensinamentos esquecidos como de práticas e técnicas que sabia mas tinha esquecido ao longo das vidas.

E é este Yôga Avançado que irei introduzir aqui, o que transcende completamente o corpo. E iniciar pela introdução a noção de Yi-Jin é fundamental para o entendimento da unicidade holocósmica o qual a ciência do Yôga se dedica levar o praticante, onde quer que se manifeste.

Antes de passar ao primeiro capítulo, essencial é considerar que o poder ou Jin para o Yôga é o poder sobre si mesmo na capacidade de unir Yi com Jin, ou a benevolência ao poder, tornando-nos livres de toda a violência e de todo o mal, de toda a perturbação, assentando o espírito num patamar de estabilidade interna chamada de Samadhi (daí Samadhiologia) e de conectividade holocósmica hiperlúcida (Hipersamadhi, Kaivalya).

A união de Yi ao Jin, do amor ao poder, da benevolência à potência, é o cerne do Yôga e do Samadhi. E não é qualquer poder, mas antes o poder sobre si mesmo e revela-se como um tipo de batalha ou luta que não se dedica a vencer um oponente externo, uma pessoa ou inimigo exterior, mas antes, um oponente interno, um inimigo interior, este que vive dentro de nós e que tenta desunir Yi de Jing e nos tende a violência contra si e contra os demais seres e realidades.

Assim, o Yôga Avançado é Nei-Jia, ou Escola Interna, dedicada ao desenvolvimento da arte de autodefesa interna, de luta interna, técnica, para que possamos vencer a si mesmo, ou vencer a força que separa Yi de Jin e unificá-la (união de Yin e Yang, Tai Ji, Tao).

Um outro aspecto polêmico é sobre o significado de Yi, que tanto sugere o de mutação como o de intenção benevolente, reta, amorosa, não-violenta (isenta de violência). No aspecto de Yi como mutação teremos de retornar ao Yi Ching, ou o tratado, compêndio, estudo ou ciência da mutação. No entanto, Yi no aspecto do Yi Ching, refere-se também à não-mutação. O princípio universal que rege o movimento de tudo, da existência e não-existência. Desta forma Yi como mutação-não-mutação se move a partir do Tao. E o retorno ao princípio dos princípios, na união pacífica e amorosa, benevolente, de Yin e Yang, é Yôga (do sânscrito, união, unir, atar). Os livros que retratam a obra de Da-Mo, o monge budista mahayana que também levou tanto o Budismo, o Vajramushti como o Yôga para a China, escreveu o ainda único tratato (Ching) sobre Yi Jin. As traduções parecem-me reducionistas ao referir-se Yi como mutação e Jin como músculos e tendões, sendo o tratado da mutação dos músculos e tendões. Porém, vamos aprofundar um pouco. Os tendões estão unidos pelas articulações e juntas e conectam os músculos aos ossos, viabilizando os movimentos. No entanto, os tendões são como cabos de força que conectam o sistema nervoso e outros sistemas para o movimento. E o sistema nervoso juntamente com o cardio-respiratório possibilitam a conexão da consciência (inteligência) ao corpo de forma geral. Assim, Jin é muito mais que tendões e músculos, sendo pois o princípio do movimento, a força que parte da consciência e percorrendo os sistemas trafega pelos tendões, músculos e ossos. Jin se move através do corpo, mas não é o corpo. Yi Jin portanto é a mutação de Jin, ou o movimento de conversão benevolente de Jin em movimento, não restringindo somente ao corpo, mas ao veículo da consciência de forma geral, incluindo a energia, meridianos, chacras, tantiens e aspectos mais abstratos, como sentimentos e parapercepções (sidhis).

Da-mo também escreveu outro tratado, chamado Xi Sui, ou o estudo da lavagem do cérebro ou medula óssea. Porém, na prática, o método é o da circulação microcósmica e inclui aspectos muito mais profundos e as traduções fisiologistas somente distorcem o significado original para tentar-se uma aceitação geral do público. No entanto, reservarei este ensaio para examinar a natureza de Yi Jin enquanto um dos fundamentos da Ciência do Yoga.

Em minhas investigações acerca da ciência da libertação definitiva (Yôga) temos que Yi corresponde a manifestação do princípio Yang e Jin a manifestação do princípio Yin. Yi penetra Jin. E Yi-Jin (unidos) formam os 4 movimentos primários, a saber:

1. Movimento externo. Movimento interno (yang-yang).
2. Repouso externo. Repouso externo (yin-yin).
3. Movimento externo. Repouso interno (yang-yin).
4. Movimento interno. Repouso externo (yang-yin).

As 4 configurações iniciais do Tai-Chi estabilizam-se formando as 8 configurações fundamentais, ou Pákua (baguá ou 8 movimentos):

1. Céu (Yang)
2. Terra (Yin)
3. Fogo (Yang)
4. Água (Yin)
5. Montanha (Yang)
6. Lago (Yin)
7. Trovão (Yang)
8. Vento (Yin)

As 8 configurações fundamentais da mutação geram as 64 configurações secundárias, perfazendo a matemática, ou enumeração quanto aos princípios irredutíveis do Cosmo.

Tao - Wu-Ji - Tai-Ji - Yin-Yang - 4 configurações primárias - 8 configurações fundamentais - 64 configurações secundárias.

E claro, do ponto de vista histórico, o Yi Ching é datado de 3.000 a.C, na época onde a acupuntura era realizada com pontas de pedra e coisas do gênero, na pré-história chinesa ou China indígena, associada ao xamanismo antigo. Enquanto que o clássico do Samkhya, chamado Samkhya Karika, foi ao que indica escrito no ano 600 d.C. Se o Yi Ching data de 3.000 a.C seus princípios eram conhecidos muito antes disso, o que se perde na história, do mesmo modo que o Tao Te Ching de Lao Tzu mesmo que tenha sido escrito 600 a.C, seus princípios são muito mais antigos que a obra.

A história mostra que o fundamento do Taoismo é mais antigo que do Samkhya, e portanto, a prática e ciência do Tao (Yôga) parecem mais antigas ainda que o Yôga indiano. Eu pessoalmente prefiro desassociar o Yôga da Índia, a ciência de si mesmo é encontrada no Taoismo da mesma forma e em épocas tão antigas quanto. E encontramos também o Yôga na américa central, no clâ Yaki, Maia, no xamanismo antigo, que chamavam de "passes mágicos". Algo em comum se move ocultamente e silenciosamente pelos povos e pela história: a ciência da dissolução definitiva do sofrimento e a libertação definitiva do espírito é uma ciência universal e suas raízes históricas transcendem a Terra e esta dimensão. O Yôga é praticado e desenvolvido universalmente e Shiva, o mítico "Deus da Transformação" é seu criador. Numa linguagem poética e bonita, Shiva é nosso mestre, é a Dança do Universo, é Tai Chi, é o Cosmo se movendo numa dança infinita e perfeita, e o Yôga é sua expressão. Numa linguagem científica, Shiva é Tai Chi, a unidade Yin e Yang em mutação.


I – Da Autoinvestigação ao Yôga (Samadhiologia)


1. O presente ensaio versa sobre temática da prática avançada do Yôga, ou o autodomínio e autoconhecimento do Yi e Jin, especialmente a emissão e conversão do Jin. E ao falar em Jin falamos em Yi, a intenção benevolente-amorosa livre, que atua aderida na conversão. Porém, antes de prosseguir irei rapidamente introduzir o que é autoinvestigação ou autopesquisa e a “ciência do Ôm”, o Yôga para, depois, explorarmos o conceito de Yi e Jin e a prática do Jin.

2. Como poderei conhecer o Universo se eu mesmo não sei ao certo quem eu sou, na medida em que o conhecimento depende do sujeito-consciência que sou e de minha relação com aquilo que almejo (intenção) conhecer? Quem realmente eu sou? O que realmente estou fazendo aqui neste planeta? Eu existia antes do nascimento? Antes de minha vida intrauterina? Eu realmente passei por vidas anteriores a esta? Eu posso estar completamente lúcido fora de meu corpo? Qual a natureza deste segundo corpo? E da consciência que sinto que sou? Eu posso lembrar de minhas vidas anteriores e lembrar de minhas mortes anteriores de forma que possa investigar o que ocorreu após as mortes de minhas vidas passadas? Porque sou como sou? Porque reajo da forma como reajo? É puramente genético? Hereditário? O congênito migra para o fato de que já existíamos antes de nascer e já nascemos alguém e não uma tábula rasa? Existe a sobrevivência após a morte? Eu realmente permaneço vivo após a morte? Qual a natureza da vida? Qual a natureza da dimensão pós-morte? Os espíritos povoam o universo? O Universo é habitado em suas várias dimensões? Qual a natureza da realidade? Qual a minha verdadeira natureza? Estarei eu preso a minha condição de ser eu mesmo, individual? Ou poderei ser o próprio Universo? Eu sou corpóreo ou estou corpóreo? A morte de meu corpo faz com que eu mesmo morra? Ou eu sou de uma natureza e meu corpo de outra, razão pela qual ele morre e eu não? E onde eu vivo quando eu morro? Numa dimensão específica do Cosmo? Como estas dimensões se conectam? A natureza da consciência é não-local? Então podemos nos manifestar aqui e lá no Universo? Existem então alienígenas ou existem consciências que se movem de um lado a outro no Cosmo? A consciência se manifesta somente em corpos humanos ou em qualquer forma? Estaria o Cosmo habitado universalmente em todas as dimensões e realidades? Como eu posso responder a todas estas perguntas fundamentais?

3. A resposta é simples: conhecendo a si mesmo. E para conhecer a si mesmo é necessário um movimento progressivo de autoinvestigação. E sendo toda investigação a busca da realidade autêntica, a autoinvestigação é o movimento de busca da realidade autêntica de si mesmo: o saber interno ou svadhyaya. E como expõe claramente o Yogasutra, a realização do Yôga se dá pela autoinvestigação. Mas que tipo de autoinvestigação? A que visa revelar a natureza autêntica do ser e do universo. E esta natureza se revela numa condição muito especial, chamada samadhi. E nesta condição o eu se revela como Brahman (a unidade; Tao).

4. É certo que entramos aqui num dilema epistemológico. O conhecimento existe pelo fato de existir um sujeito, e, todo sujeito parece ser antes de qualquer coisa, consciência, consciência de “algo”. E como o sujeito pode ser ao mesmo tempo sujeito e objeto de si mesmo? Este aparente paradoxo epistemológico se resolve pelo fato autoinvestigativo de que a natureza autêntica do si mesmo é sua pura condição de sujeito sem objeto, porém, para chegar a esta condição, o sujeito necessita passar por movimentos autoinvestigativos de modo que vá discernindo o si mesmo (eu real) do não-si-mesmo (objeto ou o não-eu).

5. O que ele acreditava ser, não é. Logo, o objeto se dissolve progressivamente e o sujeito se percebe de forma autêntica, ou pura. A natureza essencial do si mesmo é holocósmica ou,  o indivíduo se sente realmente indivíduo quando sente-se inteiramente fundido universalmente, perdendo as noções do “eu”. O paradoxo eu-holocosmo se observa no movimento de autopesquisa na medida em que vamos compreendendo nossa natureza abstrata como consciência não-local, além de toda a forma, espaço-tempo e dimensão.

6. A inconsciência diante de si é o problema inicial para o sujeito, diante da angústia de não saber quem é. Eu estou aqui, porém, sou um desconhecido de mim mesmo, não inteiramente, mas pouco conheço sobre minha verdadeira natureza. E isto é o problema fundamental da existência do ser. E não importa onde está o ser, ou sua localização. Pouco importa se eu estou aqui numa condição orgânica ou numa condição extrafísica ou inorgânica. Muitos seres inorgânicos mantém sua a cegueira que nutriam quando eram orgânicos.

7. E não saber quem somos (problema fundamental), na angústia de uma espécie de coma, condição de amnésia de si ou desconhecimento em si mesmo, nos gera a perturbação fundamental (sofrimento matriz) de nossa existência, pois agimos a partir de uma zona escura, inconsciente ou mesmo subconsciente (princípio do abismal), o qual nos move sem que tenhamos entendimento ou ciência clara da força que nos move. Agimos e reagimos a partir de um campo desconhecido de si, ficamos saudáveis ou adoecemos sem a noção do porquê.

8. Então, o problema fundamental gera a perturbação fundamental e assim temos que:

PrF => PeF ou,

Desconhecimento da natureza autêntica de si mesmo (DΦ) gera a Pertubação ou Sofrimento fundamental (SΨ), assim:

DΦ => SΨ e,

O SΨ se mostra como angústia, agonia, aflição, tristeza psíquica, raiva ou ódio (em suas diversas formas de manifestação) e dor orgânica (em suas diversas formas de manifestação como doença ou simplesmente dor).

9. A recíproca é verdadeira. O conhecimento da natureza autêntica de si mesmo gera a pacificação íntima ou serenização causal do espírito (samadhi) e a dissolução de todo o sofrimento. O samadhi é a condição de autopercepção da natureza autêntica de si mesmo.

10. O fato de nos movermos não é suficiente para que possamos compreender o porquê estamos aqui, agora, neste planeta, dentre incontáveis outros em incontáveis outras galáxias em um universo infinito e incognoscível.

11. A tomada de lucidez da ignorância quanto a nossa real natureza é o ponto de partida da autopesquisa parapsíquica, profunda, causal: o svadhyaya do Yôga. É nosso problema fundamental de investigação. A sua justificativa se dá pelos efeitos da ignorância em nossa vida e pelo sofrimento que a ignorância nos acarreta. Diante disso, o movimento de pesquisar a si mesmo na direção do conhecimento de si é ponto fundamental deste ensaio.

12. O conhecimento de Yi - Jin é fundamental para a vida. Localizar a benevolência e o poder interno e saber usá-los de forma correta é fundamental para nossas vidas. E sendo o poder interno pertencente ao campo abstrato da potência, necessitamos compreender o fenômeno da conversão do Jin. E isto tudo envolve autoinvestigação. A conversão se dá pela correta intenção. O centro de inteligência localiza Yi (benevolência pura livre) e a partir de Yi localiza Jin (potência pura livre). Unindo Yi Jin, passa a converter potência benevolente em ato. Porém este movimento exige autoinvestigação e conhecimento de si.

13. O conhecimento de si é gerado pelo movimento de autoinvestigação o qual é orientado a partir de pressupostos epistemológicos e mesmo ontológicos que dão a direção hipoteticamente correta para o saber interno. O saber interno é o medicamento definitivo para curar a ignorância. E viver de acordo com o saber interno é a solução para uma vida vazia e destituída de sentido. É a solução para o coma, para a perturbação interna. E por mais estranho que pareça, chegamos por nosso modo, ao mesmo postulado fundamental do Yôga tal como consta no Yogasutra: “Krya Yôga é Tapas, Swadhyaya e entrega ao Içvara”.

14. A autopesquisa parte do autocomprometimento (Yi). O comprometimento consigo mesmo no sentido de conhecer a si e dissolver a auto-ignorância e por consequência o sofrimento, que em resumo podemos tranquilamente chamar de comprometimento com o samadhi, é a terra pelo qual a autopesquisa permanente está plantada.

15. Este movimento de autopesquisa profunda ou parapsíquica envolve a deflagração das funções psi ou parapsíquicas o qual possibilitam ao autopesquisador o conhecimento real de si mesmo, além das restrições corporais desta dimensão e das limitações mentais e intelectuais.

16. A autopesquisa parapsíquica nos leva a autopesquisa holocósmica, na medida em que a natureza real do si mesmo ultrapassa as fronteiras rígidas do eu encapsulado pela ignorância.

17. A ignorância fundamental, a confusão quanto a nossa verdadeira natureza.

18. No caminho da autopesquisa existem alguns saberes necessários para que possamos nos dar o suporte para uma autopesquisa parapsíquica ou holocósmica, saberes estes limitados obviamente, porém podem nos servir como mapas do território interno e externo do Universo integral (Holocosmo). A autopesquisa é o eixo do Yôga e o profundo comprometimento consigo mesmo, o centro. Ambas as realidades são movidas por duas forças complementares, o Jin e Yi.

19. Yi – Jin pode ser considerado como o fundamento prático do Yôga. Da harmonia de Yi – Jin temos a unidade necessária para o samadhi. A liberação de Yi se dá principalmente pela reconciliação, por um lado, e por outro, pela emancipação da autenticidade.

20. O Jin é a potência interna livre. Yi é a intenção benévola livre e ao mesmo tempo a mutação, a alteração, a conversão. Yi-Jin formam a unidade fundamental prática do Yôga e portanto do movimento de autoinvestigação.

21. Yi-Jin ou a potência livre benevolente. Yi está relacionado com a polaridade Yin primária, e Jin com a polaridade Yang primária. Yi não pode estar em conflito com Jin e vice-versa. Quando Yi está forte mas Jin está fraco não existe ação, existe benevolência passiva, fraca em poder. Quando Yi está fraco e quando Jin está forte, existe violência em ato. Quando Yi está unido a Jin existe potência de ação benevolente.

22. Yi-Jin para ir à ação precisa passar pela conversão: conversão de Yi-Jin.

23. No Yôga avançado primeiro refina-se Yi. Yi é ahimsa, a não-violência ou a benevolência pura. E Jin é a potência livre, pura, direcionada pela intenção, seja ela qual for. Por isso Jin pode ser dirigido por intenção malévola. Mais vale excesso de Yi do que excesso de Jin. Excesso de Yi provoca benevolência sem ação. Excesso de Jin provoca ação violenta.

24. O Jin quando é orientação por um fraco Yi (Yi perturbado ou desamoroso) produz desastres de todas as ordens, nos níveis individual, social e cósmico. E quando Yi governa Jin então temos harmonia.

25. Yi está para a consciência enquanto Jin está para a energia. Refinar Yi é dissolver a violência interna a partir do amor. Yi é intenção amorosa, benévola, retidão benevolente.

26. Refinar Yi e localizar Jin. Unir um ao outro. É o primeiro movimento. Este ensaio versa sobre exatamente como fazer isso, apesar de sua dificuldade. Este método está dentro da grande sistemática da Ciência do Yôga.

27. O Yôga como já expus noutros ensaios, é a ciência universal, holodimensional, que visa dissolver o sofrimento ou perturbação íntima e assentar o espírito no Samadhi, ou o si mesmo real (eu real, anatta, atman, purusha), condição de consciência extásica, livre, amorosa, cósmica e universalmente conecta à existência como um todo. Este último estágio é chamado de Kaivalya. Na nomenclatura taoista, o Samadhi é o estado Tai Ji (suprema polaridade, além das dualidades Yin Yang), e Kaivalya, o retorno a Wu Ji (o não-dual, a não-existência). Na perspectiva mais científica e Parapsicológica, refere-se a dissolução progressiva do corpo-psi, psicossoma ou corpo astral (dissolução do desejo, emoção) até sua dissolução completa, ou a liberdade definitiva na condição não-local e holocósmica (holofusão). Neste aspecto ocorre o que já expus noutro ensaio sobre o paradoxo eu-holocosmo, onde a verdadeira natureza do eu se intensifica quanto mais o eu deixa de se perceber um eu (na nomenclatura Budista: anatta ou o não-eu) e o eu se revela para si mesmo em sua verdadeira natureza quando está no estado de holofusão (não-eu, ou o eu holocósmico).

28. O sofrimento é causado pela ignorância, e a ignorância se assenta no não-entendimento do princípio da mutação e não-mutação, da confusão do eu com o não-eu. Ao exigirmos que o que tem por natureza mudar permaneça o mesmo (imutável) geramos sofrimento atrás de sofrimento, na tentativa de nos agarrar ao inagarrável.

29. Assim, a perturbação fundamental está assentada no desejo. E de que desejo estou falando? No desejo de mudar; no desejo de mudar exatamente o que por natureza tem seu próprio ritmo de movimento e mudança (tempo correto). Do desejo de forçar o avanço do tempo correto da mudança, do desejo de ser o que se coloca diante de nós diferente do que se mostra. Do desejo de forçar, de intervir e alterar quando não é necessário. Do desejo de intervir quando não é necessário vem o sofrimento. Esta é a gênese básica de toda perturbação.

30. Porém nem todo sofrimento decorre do desejo, isto porque, o desejar não desejar é o tipo de desejo orientado do Yôga que faz com que calibremos o desejo para o desejo correto, ou, o tipo de desejo que não impacta a si e aos demais. O desejo correto pois é desejar o samadhi. E desejar o samadhi significa empreender o caminho de desejar não mais desejar, ou não desejar que mude (o desejo correto, desejar não intervir, agir pela não-ação, wu-wei).

31. Desde uma antiguidade que nos escapa a contagem do tempo, inteligências não-perturbadas foram auxiliando inteligências perturbadas a saírem de suas perturbações. O Yôga está fora do tempo, justamente porque o samadhi, a razão primária de ser do Yôga, residir fora do tempo. Este modo de ajuda, é o Yôga.

32. O Yôga é justamente a correção do discernimento diante do real. Corrigir o discernimento para que possamos compreender o sofrimento, a razão do sofrimento e como dissolver o sofrimento e viver no êxtase e orgasmos cósmicos e hiperconscientes permanentes, na serenidade causal do espírito. E diante do fato de que todo sofrimento é sofrimento (independentemente do tipo), então, o caminho para sua dissolução é um e o mesmo: Yôga. E não falo aqui das escolas indianas, chinesas, tibetanas, indígenas, ocidentais, mas antes disso, falo do Yôga como o caminho para Samadhi e Kaivalya, o caminho para a imortalidade ou hiperlucidez permanente e total. A vida infinita, livre da miséria emocional e desamparo psicológico, e repleta de vida, amor e transcendência.

33. Em suas diferentes escolas e métodos, Yôga é Yôga aqui ou noutras dimensões, pois engana-se aquele que acredita que o Yôga tem sua origem na história. Como disse, o Yôga tem sua origem no não-tempo, sempre existiu e sempre existirá enquanto houver sofrimento, perturbação, neste planeta ou noutros, nesta ou noutras dimensões do Holocosmo. É neste aspecto que se disse que o criador do Yôga é Shiva.

34. Diante disso e me ausentando dos postulados epistemológicos do Yôga, entraremos nos detalhes técnicos do Yôga adaptado a vida humana no planeta Terra, o que nos faz compreender que o Yôga em um planeta gasoso ou aquático se manifesta de um modo singular, como nos casos da condição extrafísica da consciência, porém, manifestando os mesmos princípios.

35. As evidências da prática do Yôga avançado mostram a coexistência dos aprendizados além desta dimensão, a partir da orientação de mestres mais avançados de Yôga, que já vivem mais permanentemente na condição do Samadhi. Esta orientação se dá de forma direta, indireta ou mesmo inspiradora, como mesmo já expôs em seus estudos sobre o fenômeno mediúnico, H. Revail e outros pesquisadores da área parapsicológica.

36. O Yôga avançado evidencia o mediunismo também avançado, na orientação para o samadhi e para fenômenos parapsíquicos de escala psi-ómicron, como o contato direto com os Yôgues alienígenas (“regeneradores”), que já uniram a evolução íntima com a evolução tecnológica e estão bastante adiantados em relação a condição humana geral e a este planeta.

37. O caminho do aprendizado no Yôga vai aprofundando de uma tal forma que os 8 movimentos ou métodos vão se refinando para um espectro cada vez mais amplo, cósmico e de uma benevolência universal, a grande família cósmica: Brahman, Tao.

38. Neste caminho observamos a deflagração de capacidades latentes de percepção e cognição, para além deste mundo e num retorno hiperlúcido ao holocosmo, nossa casa verdadeira, nossa única família, nosso lar comum, nossa realidade.

39. O Yôga nos leva ao que chamamos de Brahmam, Tao ou Deus, ou a unidade inteligente infinita que é tudo, permeia tudo e transcende tudo em seu holomovimento infinito e eterno.

Agradecimento aos 160.000 acessos!



Agradeço a você meus amigos e amigas leitores deste espaço pelos 160.000 acessos, onde tento contribuir com o autoconhecimento através de minhas modestas experiências, conhecimentos e reflexões, no campo científico, filosófico e puramente experimental.

A unidade do todo indivisível, fundido, é um fato para mim. A vida antes desta vida, a vida fora do corpo e a vida após a morte são fatos e não mais hipóteses. E a unidade universal, holocósmica, é fato para mim que é inteligente em sua natureza mais essencial: Brahman, Tao, Deus, Viracocha...

A unidade cósmica inteligente e transcendente, ou o holocosmo, a unidade fundamental da vida e da existência, que transcende nossa capacidade de entendimento, apresenta-se ao universo sensitivo por uma via extrassensorial, parapsíquica, como uma presença invisível não-local, por trás da harmonia e da beleza da natureza e do universo. A harmonia oculta a inteligência benevolente. E a beleza da natureza expõe a beleza do oculto que a gera. Eu vi isto na Cordilheira dos Andes em minha viagem pela Expedição Bons Ventos pela América: Viracocha, como chamavam os Incas.

Este espaço já completou 15 anos de existência e as ideias e experiências se moveram e se transformaram como tudo na existência e sua eterna lei de mutação, a impermanência. Porém, apesar de toda a mutação, de toda minha mudança, eu mesmo permaneço eu mesmo. Eu mudei, eu vivi, eu me movi, porém, eu sou eu mesmo apesar de ter mudado e continuar mudando.

E é para este centro que convido você a observar: que apesar de toda a nossa mudança, o si mesmo permanece o mesmo. Algo permanece o mesmo apesar de tanto modificar-se e refinar-se e transformar-se.

E este si mesmo imutável, que podemos dar o nome que quisermos (alma, consciência, espírito, self...) é o mesmo si mesmo que existia antes de nascer, projeta-se para fora do corpo e permanece vivo após a morte. O si mesmo, quem realmente somos, o que não muda dentro da mutação, não nasce e não morre. É não-local e puramente abstrato. Invisível e eterno, move-se através de, porém, não é o veículo que usa para se mover.

É em sua natureza essencial, o fundamento da existência. E paradoxalmente, é o não-existente que fundamenta o que existe. É o que habita os espaços vazios da matéria e não é a matéria. É o que habita os vazios do universo, mas não é o universo. Se move através de tudo, e não é o tudo propriamente dito, já que o tudo é o tudo que se move, o holomovimento universal.

E, por fim, o si mesmo que somos é um campo abstrato em holofusão, é o holocosmo em sua natureza indivisível, infinita e eterna. É Brahman.

Gratidão!

OM SHANTI








3.10.16

Uso de Campos Magnéticos de Baixa Intensidade no Néo Córtex Humano

Carlos Alberto Tinoco (Dr.)
Parapsicólogo e Pioneiro da Ciência Parapsicologia e Psicobiofísica no Brasil e Exterior Engenheiro Civil, Mestre em Educação (UFPR) Doutor pela Universidade de La Empresa (Uruguay) Atuou junto com Dr. Hernani Guimarães Andrade Prof. Faculdades Integradas "Espírita" - FIES Estudioso e Praticante do Yôga e Vedanta e suas relações com Parapsicologia Contato: yogatatva@yahoo.com.br

Apresentação
É com muita alegria que recebo a pedido de meu amigo Carlos Tinoco este artigo em meu modesto espaço, o qual foi apresentado a mim pelo meu outro grande amigo Geraldo Sarti, quando apresentei a Sarti meu ensaio sobre o Projeciotron, ou a hipótese da indução mecânica de experiência fora do corpo. Naquela ocasião, Sarti indicou-me a conversar diretamente com Carlos Tinoco decorrente de seus saberes na área específica da Psicobiofísica. E naquela época Sarti apresentou-nos este ensaio que agora publico aqui.
Neste artigo o objetivo é o alcance tecnológico e universal do samadhi ou de estados de consciência mais ampliados, pela via tecnológica, a semelhança do Projeciotron. Dr. Tinoco além de conceber o projeto o executou e os resultados são muito interessantes.
É mais um passo para a comprovação científica das capacidades parapsíquicas do ser humano e do diálogo pacífico entre tecnologia, parapsiquismo e consciência.
Florianópolis, 03 de outubro de 2016.
Fernando Salvino (M.Sc)
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Abstract
Introduction: The research will be realized in Curitiba, in the Experimental Laboratory of Physics of Faculdades Integradas “Espírita”- FIES.
The goals of the proposition: Was used  a helmet, in here was eight  bobbins, four in each side of  the cranius, on the the temporal  lobes, that  will produce magnetic  fields  (MF) equal to 0,0001 Tesla, where some of the twenty volunteers  lived “uncommon experiences”, like the presence of “spiritual beings”. The value   of  MF  is into the limits used in similar experiments  (10 nano Tesla tho 10 mico Tesla (read the text).This was a replication of Dr. Michel Persinger’s and collaborators  experiments
Participant: Eight volunteers, regardless of gender, with ages I  between (18 = i  < 60 years);
Methodology: a) the eight  volunteers will be chosen  through  interviews, among the Fies’s students; b) In each of them wil be used the helmet during 20 minutes; c) the author of this article will apply  the questionnaires  (look the Anexus of this  article); d) a doctor will take the temperature, the blood  pressure and the  heartbeats of each  volunteer, before the tests,  to verify  who is apt to the research, and  after the tests, to know the physical effects produced by the tests.
The mains evaluations and measurements: The evaluations will be made by the questionnaires that will be used, before, during and after the tests (see the Anexus of this article).
Results: Hopes that the tests with the eight volunteers make them live “uncommon experiences”, referred in the “The goals of the propositions”.  
Key words: Neurotheology, helmet, paranormal.
Resumen
Introdución:La pesquisa sera realizada en Curitiba, em el Laboratório de Física Experimental de las Faculdades Integradas “Espírita”-FIES.
Objetivo de la propuesta:Construir um capacete, em lo qual haberá oito soleneoides, siendo quatro de cada lado Del craneo, sobre los lobos temporales que produzirán campos magnéticos de la orden de 0,0001 Tesla,de modo que los ocho voluntários vivencien “experiências incomunes”, tales como presencia de “seres espirituales”. El valor e los (CM) esta dentro de los limites usados em experiências semejantes(10 nanoTesla a 10 micro Tesla) (ver texto).
Participantes:ocho voluntários serán escogidos, Independiente de gênero, com edades i, dientro de los limites (18 anos = i < 60 años).
Metodos:a) los ocho voluntários seran escogidos mediante entrevistas, dentre los Estudiantes de lãs FIES;b)en cada uno de ellos,será usado el capacete por 20 minutos;c) el autor de este artícolo, aplicará los qustionarios (ver Anexos deste artícolo);d)um médico,tomará la temperatura,la pressión arterial y los batimentos cardíacos de cada uno de los voluntários, antes de los testes, para conocer quien esta apto para la pesquisa,y después de los testes, para conocer los efectos físicos generados por los testes.
Principales medidas y aaliaciónes:Las avaliaciónes serán hechas, mediante questionários, que serán usados,antes, durante y después de los testes (vertexto deste artícolo).
Resultados:Esperase que los testes com los ochos voluntários tener “experiências incomunes”,citadas em “Objetivo de la propuesta”.
Palabras claves:Neurotelogia, capacete, paranormal.
Resumo
Introdução: A pesquisa será realizada em Curitiba, no Laboratório de Física Experimental das  Faculdades Integradas “Espírita”-FIES.            
Objetivo da proposta:Construir um capacete, no qual haverá oito solenóides, sendo quatro de cada lado do crânio, sobre os lobos tempoprais, que produzirão campos magnéticos  (CM) da ordem de 0,0001 Tesla, de modo que os oito voluntários vivenciem “experiências incomuns”, tais como a presença de “seres espirituais” O valor dos CM está dentro dos limites usados em experiências semelhantes (10 nano Tesla a 10 micro Tesla)  (ver texto).                                                                                                                                                                                         Participantes: oito voluntários, independente de gênero, com  idades  i, dentro dos limites (18  anos  = i  < 60 anos).                              Métodos:a)  os oito voluntários serão escolhidos através de entrevista, dentre os alunos das FIES;b) em cada um deles, será usado o capacete, durante 20 minutos;c)  o autor deste  artigo, aplicará os questionários (ver Anexos deste artigo); d) um médico, tomará a temperatura, a pressão arterial e os batimentos cardíacos de cada voluntário, antes dos testes, para verificar quem está apto para a pesquisa, e após os testes,para saber os efeitos físicos produzidos pelos testes.                                                                                                                                                         Principais medidas e avaliações: As avaliações serão feiras, através de questionários, a serem usados, antes, durante e após os testes (ver texto deste artigo).       
Resultados: Espera-se que os testes com os oito voluntários faça-os vivenciar  “experiências incomuns”, referidas no “Objetivo da proposta”. ‘Palavras chaves : Neuroteologia, capacete, paranormal.
INTRODUÇÃO:Replicação dos experimentos do Dr. Michel Persinger.
Na pesquisa a ser realizada, pretende-se construir e realizar pesquisas com o chamado “Capacete de Deus”.  “Capacete de Deus” (ver figura 1) ou “God Helmet”, é um instrumento criado pelo Dr. Persinger e colaboradores, para realizar experiências no campo da Neuroteologia (Persinger, M., 2001, p.514-24; 1983, p.1255-62;1993;p.247-51).

            
              (Fig.1. God Helmet
         Neuroteologia, Bioteologia ou Neurociência Espiritual é o estudo da base neural da espiritualidade e emoção religiosa. A meta da Neuroteologia está em desçobrir os processos cognitivos que produzem experiências espirituais ou religiosas e relacioná-las com padrões de atividades do cérebro, como eles evoluíram, e os benefícios dessas experiências (4). O capacete de Deus estimula o neo-córtex com campos magnéticos.Pacientes submetidos à ação desses campos relatam que vivenciaram “experiências espirituais”, durante os testes.                   O Capacete de Deus (CD) possui quatro solenoides, posicionados em cada lado da cabeça, coincidindo com os lobos temporais.              
         Persinger relata que  80% dos pacientes testados, relataram a “presença” de alguma “coisa de natureza não física” se fez presente no cômodo onde foram feitos os experimentos, como por exemplo, a “presença de Deus”.
         Segundo ainda Dr. Persinger, qualquer pessoa, seja atéia ou crente de qualquer religião, ao usar o CD, pode vivenciar experiências religiosas.
         Segundo Raul Marinho Jr. (MARINHO Jr, 2005, p.91):
               Em alguns casos, a ‘sensação de presença’ relatada pelos pacientes voluntários de Per-
            singer vinha associada à sensações de vibração intensa,de rotação,de estado crepuscula-
            res,de estar fora do corpo (separação do eu),de medo,agressividade ou de cunho sexual,
            sensações essas que variavam de acordo com as alterações das correntes neuromagnéti-
            cas utilizadas.
               Em seu laboratório,Persiger testou cerca de 1.500 estudantes voluntários e,nos últimos
            quinze anos,chegou a testar também jornalistas,além de escritores.Todos relataram expe-
            riências semelhantes após a aplicação de campos magnéticos complexos sobre o hemisfé-
            rio cerebral direito
         Experiência religiosa é aquela vivenciada por santos e místicos em todos os países e tempos da história da civilização. São as experiências que aparecem durante os diversos tipos de transe, e são denominadas do seguinte modo, de acordo com a respectiva tradição (ver quadro abaixo,elaborado pelo autor deste projeto):
TRADIÇÃO  OU PESSOA  (ALGUMAS)                      NOME DA EXPERIÊNCIA
Yoga                                                                              -Samadhi
Budismo                                                                        -Nirvana
Zen-budismo                                                                 -Satori ou Kensho
Cristianismo                                                                  -Reino dos Céus
Taoísmo                                                                        -Tao Absoluto
Sufismo                                                                         -Fana ou Qurb
Quaquers                                                                       -Luz Interior
Paulo de Tarso                                                              -Paz que está além do entendi-
                                                                                        mento
Carl Gutav Jung                                                            -Individuação
Thomas Merton                                                             -Inconsciente Transcendental
Abraham Maslow                                                          -Experiência de Pico
Gurdjef                                                                           -Consciência Objetiva
Martin Buber                                                                 -Conexão Eu-Tu
Richard Maurice Bucke                                               -Consciência Cósmica   
        Os seres humanos podem vivenciar experiências religiosas ou místicas, se passarem pelas seguintes experiências:
1-aplicação de campos magnéticos de baixa intensidade, nos lobos parietais;
2-parto;
3-orações;
4-experiência da compaixão profunda;
5-prática da caridade feita de modo continuado;
6-prática de hatha yoga;
7-prática regular de meditação;
8-ingestão de substâncias psicoativas que não causem dependência (substâncias
   enteógenas);
9-participar de rituais de iniciação espiritual;
10-cantar mantras;
11-experiência de devoção profunda;
12-relações sexuais;
13-experiência da paternidade;
14-experiências de quase morte (EQM) (*)
15-participar de trabalhos espirituais, sob a orientação de mestre espiritual (guru);
16-falta de oxigenação no cérebro;
17-vivenciar o choque elétrico (queda de raios, próximos).
   (*) EQM é a experiência que vive o paciente que sofre parada cárdio respiratória,
vindo a falecer, em virtude disso. Após ser ressuscitado, relata que, enquanto esteve morto, passou por experiências religiosas.É a EQM.
       Há outros modos de se passar por uma experiência religiosa, mas relecioná-
los está fora do escopo deste projeto.      
        Segundo Richard Maurice Bucke,  casos de Consciência Cósmica, como ele chamava as experiências religiosas, se tornarão cada vez mais numerosos, com o decorrer do tempo (BUCKE, 1996, p.97):
        A hipótese adotada pelo autor deste livro requer que casos de consciência cósmica se
       tornem mais numerosos de era em era e não somente isto, mas que se tornem mais per-
       feitos e mais evidentes.
        São inumeráveis os relatos de experiências religiosas ao longo do tempo. O psicólogo norte americano William James (James,W., 1991, p.47), assim transcreveu a experiência religiosa de um amigo íntimo seu:
        Senti várias vezes, nos últimos anos, a chamada ‘consciência de uma presença’.As experi~
       ências que tenho em mente são claramente distinguíveis de outro tipo de experiência que me
       tem ocorrido com muita freqüência, e às quais imagino que muitas pessoas chamam ‘consci-
       ência de uma presença.
       O psicólogo thecoslovaco radicado nos Estados Unidos, Stanlislav Grof, é um estudioso da consciência. Ele denomina o estado da mente que vive a experiência religiosa de “mente holotrópica”. Sobre a experiência religiosa ou holotrópica,assim escreveu Stanlislav Grog (Grof,S. 1999,p.6):
         Nos estados holotrópicos, nós experimentamos uma intrusão de outras dimensões de exis-
        tência que podem ser muito intensas ou ate mesmo avassaladoras.Porém, continuamos ple-
        namente orientados e não perdemos o contato com a realidade diária por completo. Experi-
        mentamos simultâneamente duas realidades muito diferentes.
            Mudanças extraordinárias de percepção sensorial representam um aspecto muito impor-
          tante e característico dos estados holotrópicos. Com os olhos abertos,tipicamente experi-
          mentamos mudanças profundas nas formas e cores do ambiente.  
       O psicólogo suíço Carl Gustav Jung, assim descreve uma das suas experiências religiosas (Jung,C.G., 1975,253-57):
           No início de 1944 fraturei o pé e logo depois tive um enfarte cardíaco. Durante a inconsci-
          ência tive delírios e visões que provalvelmente começaram quando, em perigo de morte, ad-
          ministraram-me oxigênio e cânfora. As imagens eram tão violentas que eu próprio concluí
          que estava prestes a morrer. Disse-me minha enfermeira mais tarde: ‘O senhor estava como
          que envoolvido por um halo luminoso’.É um fenômeno que se observa às vezes nos agoni-
          zantes. Eu tinha atingido o limite extremo e não sei se era sonho ou êxtase. Seja o que for,
          aconteceram coisas muito estranhas.
          ……………………………………………………………………………………………………………………
               É impossível ter uma idéia  da beleza e da intensidade do sentimento durante as visões.
           Foi o que vi de mais prodigioso.
         O psicólogo  Pierre Weil (Weil,P. 1993,3-4), assim narra uma das suas experiências religiosas:
             Cerca de vinte anos atrás, uma experiência inusitada provocou uma reviravolta em mi-
           nha vida, consagrada à pesquisa científica e ao ensino da psicologia na universidade.
           ................................................................................................................................................
              Uma noite de Natal, estava reunido com amigos, participando alegremente daquela come-
           moração. Enquanto dançava com uma amiga, dei-me conta, subitamente, de que meu ritmo
           e o dela formavam uma estranha e indissolúvel unidade.Jamais havia vivido algo tão harmo-
           nioso;tal harmonia,por sua vez, proporcionava uma felicidade indescritível.
              Pouco tempo depois, sentado diante dela,percebi,de repente,que seu rosto estava envolto
           por uma luminosidade azulada; um azul semelhante ao que se desprende nas soleiras feitas
           com acetileno.
               A mistura do azul com a tonalidade natural de seu rosto conferia uma coloração acinzen-
           tada à sua figura,o que aumentava ainda mais o caráter estranho e inusitado da experiência;
           nesse exato momento,pensei que estivesse sob os efeitos de uma alucinação esquizofrêni-
           ca e que deveria ser internado imediatamente.Entrei em pânico. Entretanto,como vinha pra-
           praticando ioga há muitos anos, compreendi rapidamente que estava começando a perceber
           a aura de minha amiga;tal compreensão me tranqüilizou,possibilitando,assim,o prossegui-
           mento da experiência.
               Eu me tornara clarividente…..
              Um sentimento ilimitado tomou conta de mim, e reconheci que podia penetrar,com os o-
          lhos do espírito, os nós da madeira de pinho do chalé onde me encontrava.
        As experiências religiosas são, atualmente, objeto de interesse, tanto de pesquisadores individuiais, quanto de instituições que a ela se dedicam. É o caso da Univesidade da Pensilvânia,dentre outras, onde o Dr. Andrew Newberg (,9,10,11)e colaboradores, estudam a Neuroteologia, fazendo uso de tomógrafos por emissão de fótons (SPECT-Stads for Single Photon Emission Tomography), em pacientes que passam por experiências religiosas.
        As pesquisas do Dr. Newber e colaboradores, seguem, aproximadamente, o seguinte caminho: são feitas fotos com o tomógrafo, antes,durante e após as experiências religiosas.
        Dr. Newberg e colaboradores, estudando com o tomógrafo um paciente budista e meditador, cujo nome é Robert, assim escreveram (Newberg, Andrew;d’Aquile;Rause,2001,p.16):
          Nós esperamos uma hora, enquanto Robert meditava.Então, eu senti um delicada sacudi-
         dela sobre a enroscadura. Isto é o meu sinal para injetar material radioativo na longo tubo in-
         travenoso, que ia até o quarto de Robert, e também dentro da veia no  seu  braço  esquerdo.
         Nós esperamos poucos minutos mais para Robert finalizar a sua meditação,e então nós o co-
         locamos longe,em um cômodo no Hospital of Nuclear Medicine Department, onde um forte u-
         câmera SPECT aguardava. Em instantes,Robert é reclinado na mesa de metal,onde a câmera
         de três cabeças de cristal vasculhava seu crânio, com precisão.
         .................................................................................................................................................
            Desde que se teve a boa idéia das funções específicas que eram executadas por várias re-
         giões cerebrais,nós esperamos as imagens do SPECT para nos informar muitas coisas sobre
         o o que o cérebro de Robert estava fazendo durante o momento de pico da sua meditação.
           “Nós não ficamos desapontados.As imagens finais mostraram imagens sobre atividades
         incomuns em uma pequena massa da matéria cerebral,no topo da parte de trás da seção do
         cérebro de Robert.
         ..................................................................................................................................................
             É a área responsável pela orientação do indivíduo no espaço físico......Em outras palavras,
         esta área (OAA) deve dar á pessoa a aguda distinção entre o indivíduo e todas as coisas ma-
         is,ou seja, quando desativada (como ffoi o caso de Robert),a pessoa perde a noção dos limi-
         tes entre entre si e o resto do universo.
        Para que possa verificar o que foi dito acima, basta examinar a figura 2 (abaixo).
                                 CEREBRO DE ROBERT 001
 Fig.2. Desenho do cérebro de Robert. No alto, figuras mostram o cérebro do meditador em repouso e indicam uma igual distribuição da atividade através do cérebro (o topo da imagem é a frente do cérebro e parte da área associada à atenção, ou AAA, enquanto as imagens de baixo é parte da área associada à orientação ou OAA). Em baixo,pode-se ver desenhos do cérebro durante a meditação de Robert,onde se pode ver à direita, a área esquerda da orientação devidamente diminuida (OAA), em comparação com o outro lado do cérebro (a área escura indica mais atividade, a mais clara, menos atividade).As figuras são mostradas em preto-e-branco por que proporciona mais contraste na página impressa.No computador,as imagens são coloridas (Newberg, Andrew;d’Aquile;Rause,2001,p.16).
  
           O autor deste projeto acredita que as experiências que serão realizadas, tendo o mesmo por base, contribuirão para lançar mais luz, no complexo problema darelação mente-cérebro.Sobre tal relação, assim escreveu Raul Marino Jr. (Marinho Jr, R,2005, 71):
           A relação mente-cérebro constitui um dos enigmas mais antigos da filosofia.Como equa-
          ção ainda não solucionada pelos mais recentes progressos da psicofísica,a relação mente-
          cérebro continua a ser uma igualdade de muitas icógnitas,que,como em qualquer equacio-
          namento,só será resolvida quando determinados valores dessas icógnitas forem encontra-
          dos.
         Tais experiências estão sendo estudadas, por que lançam uma nova perspectiva no que diz respeito ao entendimento da natureza da consciência.
         A consciência é algo muito difícil de ser conceituada. Entretando, Raul Marinho Jr. Assim a define (Marinho Jr., 2005, 90):
           Poderíamos tentar definir ‘consciência’ como a totalidade ou qualquer dos elementos
           mentais inerentes ao indivíduo, um dos quais o sentido de ‘eu materializado’,gerado pela
           existência de um cérebro-mente e de um sistema nervoso.  
        O neurologista português António Damásio (Damásio,A. 2000,p.46-9), refletindo sobre o complexo problema da consciência, escreveu:
             ...:considero o problema da consciência uma combinação de dois problemas intimamen-
          te relacionados. O primeiro deles é entender como o cérebro no organismo humano engen-
          dra os padrões mentais de denominamos,por falta de um termo melhor, as imagens de um
          objeto. Objeto designa aqui as entidades tão diversas quanto uma pessoa,um lugar,uma me-
          lodia,uma dor de ente,um estado de êxtase;imagem designa um padrão mental em qualquer
          modalidade sensorial,por exemplo,uma imagem sonora,uma imagem tátil,a imagem de um
          estado de bem estar. Essas imagens comunicam aspectos das características físicas do ob-
          jeto e podem comunicar também a reação de gostar ou não gostar que podemos ter em rela-
          cão a um objeto,os planos referentes a ele que podemos ter ou a rede de relações desse ob-
          jeto em meio a outros objetos.Falando de um modo mais direto,esse primeiro problema da
          consciência é o problema de como obtemos um ‘filme no cérebro’,devendo-se entender,nes-
          as metáfora tosca,que o filme tem tantas trilhas sensoriais quantos são os portais sesoriais
          do nosso sistema nervoso – visão,audição,paladar,olfato,tato,sensações viscerais etc.
           ...............................................................................................................................................
              Vejamos agora o segundo problema da consciência.Como,paralelamente ao engendra-
          mento de padrões mentais para um objeto,o cérebro também engendra um sentido do self
          no ato de conhecer ?
          ...............................................................................................................................................
               Uma outra questão deve ficar clara: solucionar o mistério da consciência não é o mesmo
          que solucionar todos os mistérios da mente.A consciência é um ingrediente indispensável
          da mente humana criativa, porém não é toda a mente humana e, ao meu ver, tampouco é o
          ápice da complexidade mental.  
             Depois de pensar em como a consciência pode ser produzida no pouco mais de um quilo
          de carne que chamamos cérebro, podemos reverenciar a vida e respeitar os seres humanos
          ainda mais, e não menos.
         Pela leitura do texto de Damásio, pode-se perceber a sua postura materialista, pois, para ele, é o cérebro que cria a consciência.
        Como serão usados campos magnéticos de baixo valor, não haverá danos aos pacientes que usarão o CD.
        Este é o motivo pelo qual, a pesquisa a ser descrita neste projeto, deve ser realizada.
         
    MÉTODOS
A metodologia a ser adotada na pesquisa objeto deste projeto, é a seguinte:                                                                                                              1-escolha de oito voluntários (do modo descrito abaixo)                                                                                                                                                 2-construção do CD  :                                                                                                                                                                                        ---construção do circuto a), que é um oscilador (ver figura 3);
                                                       OSCILADOR
-construção do circito b), que é conhcido por “Década de Johnson-DJ”, que é um  contador de pulsos elétricos, de 1 a 10 (ver figura 4);

                                        DECADA DE JOHNSON
-construção de um amplificador de corrente contínua,que deve ser acoplado à cada solenoide, pois a DJ não fornecerá corrente suciciente (ver figura 5);
                                   AMPLIFICADOR DE CORRENTE CONTINUA 001
-cortar o capacete com furos de aproximadamente oito centímetros de diâmetro,na altura dos lobos temporais, para a colocação dos oito soleneloides, sendo  quatro em cada lado do crânio;
-aquisição de fio de cobre (26 AWG) encapado com verniz, com 50,0 metros de comprimento (gratuito-existe lo laboratório do Curso de Bacharelado em física  das Faculdades Integradas “Espírita”, onde está sendo confeccionado o CD;
-preparação dos oito solenoides, cada um com quinhentas voltas;
-confecção de quatro rodas de madeira (compesado), cada uma delas com diâmetro > 8,00 cm, para servir de apoio aos oito solenoides (dois pares com duas rodas cada);
-aquisição de oito bastões de ferrite (d=1/4”;comp.=3”), para serem colocados no interior de cada um dos oito solenoides;
-aquisição de 8 cabos de 24 AWG, com dois metros de comprimento cada, para serem ligados aos oito solenoides, que levarão informações  ao pesquisador responssável (encapamento de plástico com quatro cores diferentes);
-envolver os fios de cobre de cada solenoide,com esparadrapo farmacêutico,para a devida proteção;
-medição experimental do valor da corrente elétrica em cada solenóide, para que se possa saber o valor do campo magnético gerado em cada soleide (não deve exceder o valor crítico,entre 10 nanoTesla e 1 microTesla, de acordo com Raul Marinho Jr. , informado pelo Dr. Newberg (MARINHO Jr, 2005). Este valor foi medido= 0,000165 ampéres, o que equivale a um canpo magnético de B= 0,001 micro Tesla, dentro do valor de segurança, portanto;
3-elaboração de material impresso para ser usado apõs cada experimento (ver anexos);
4-tempo para a realização da pesquisa:
-vinte minutos para cada paciente (160 minutos, divididos em duas etapas de 80 minutos cada) somandos ao tempo que os pacientes gastarão para responder  aos questionário para serem usados após os testes (tempo variável;
-toda a experiência será realizada em um mesmo dia, podendo ser, uma parte pela  manhã e a outra, na parte da tarde;
5-serão testados todos os oito pacientes, sendo um de cada vez;
6-antes e após os testes, um médico (Dr.Elson de Araújo Montagno), tomará a pressão arterial e os batimentos cardíácos de cada paciente. Não o fará durante os testes, para não influir nos resultados;
7-cada paciente terá os olhos vendados, durante a realização de cada teste;
8-antes de cada teste, o pesquisador responsável aplicará em cada paciente,questionário apropriado (ver anexos;
9-durante a realização dos testes, o pesquisador responssável aplicará o questionário em cada paciente (ver anexos);
10- após os testes, o pesquisador responsável aplicará o questionário apropriado (ver anexos);
11-o culpado pelos danos causados peelos testes aos pacientes, será o responsável pela pesquisa, devendo idenizá-los, por valor a ser estabelecido judicialmente;
12- cada paciente voluntário,deverá assinar um termo de consentimento, desobrigando as Faculdades Integradas “Espírita-FIES” de qualquer dano que venha a sofrer, em conseqüência dos testes (ver anexos);
13-o pesquisador responsável, informará aos pacientes, antes dos testes, os valores do campo mangnético que será usado (), e o valor máximo que se pode usar, sem que danos sejam causados ao paciente;
14-o médico citado, que tomará a pressão,temperatura e os batimentos cardícos de cada paciente, antes e após os testes, assinará DECLARAÇÃO (ver anexos), informando que os mesmos não apresentam  riscos aos pacientes;
15-pós a realização da pesquisa, será lavrada uma ata, que será assinada pelo responsável pela pesquisa, pelo Seu Dante, construtor do CD, pelo médico, e por     todos os oito voluntários.Somente assim, pode-se considerar encerrada a pesquisa;
16-os pacientes serão recrutados, mediante amostra aleatória de voluntários.Entretanto, destes,serão selecionados apenas oito, mediante os seguintes critérios:
a)entrevista individual, feita pelo responsável pela pesquisa. Nessa ocasião, serão informados de todos os procedimentos e métodos que serão usados, durante os testes;
b) cada um deles, será examinado por um médico e,  caso este diga que o voluntário está apto, este poderá ser aceito;
c) caso concordem em serem pacientes nos testes, deverão assinar ainda, o Termo de Consentimento. (ver Anexos) Somente assim, os candidatos serão aceitos, definitivamente (Ver anexos)
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO DOS  VOLUNTÁRIOS NA PESQUISA
         Serão considerados incluídos na pesquisa, os oito voluntários, que:
  1. desejem participar dos testes;
  2. de acordo com os resultados das entrevistas (após julgamento do responsável pelos testos, Carlos Alberto Tinoco);
c)depois que assinarem o Termo de Consentimento;
d)depois que o médico disser da aptidão de cada voluntário.
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO DOS SUJEITOS DE PESQUISA
      Serão considerados excluídos da pesquisa, os voluntários que:
  1. após serem selecionados, desistam de participar dos testes;
  2. mesmo aceitando participar, o exame médico indique que não estão aptos;
  3. se neguem a assinar o Termo de Consentimento.
ORÇAMENTO
4. ORÇAMENTO
    - Fonte dos recursos:
      Os recursos financeiro são de inteira responsabilidade de Carlos Alberto Tino-
co, principal responsável pela pesquisa aqui descrita, e autor deste projeto.
    -ORÇAMENTO
a) MÃO DE OBRA:
      O Sr. João Paulo Lourenço Cortez, conhecido por “Seu Dante”, construirá o CD. Por esse trabalho, cobrou R $ 200,00 (duzentos reais).
      Fora o Seu Dante, ninguém receberá nenhum tipo de remuneração.
b) MATERIAIS
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ÍTEM                                       QUANTIDADE          VALOR UNIT.           VALOR TOTAL
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1-Capacete de motoqueiro                   01                               80,0                      80,0
2-bastão de ferrite(d=1/4”;comp.=3”)  08                               0,50                        4,0
3-borne                                                    08                                2,17                    17,20
4-transistor  tip. 41-A                             04                                1,50                     6,00
5-transistor tip.BF 245                           04                                0,47                      1,88
6-diversos                                                -                                     -                       40,80
7-diversos                                                -                                     -                       25,00
8-cabinho 1,0 mm                                    8,0m                           1,10                     8,80
9-idem 0,30 mm                                    4,0 m                          0,40                        1,60
10-ibidem 1,00 mm                                 4,0 m                          1,10                      4,40
11-ibidem 1,00 mm                                 4,0 m                          1,10                      4,40
12-ibidem 0,30 mm                                 4,0 m                          0,40                      1,60
13-ibidem 1,0 mm                                   4,0 m                          1,10                      4,40
14-ibidem 1,00 mm                                 4,0 m                          1,10                      4,40
15-PB 161 JOTO                                     14 ud                          0,70                      9,80
16-lâmina de serra                                      ud                              -                         9,00
17-cruzeta                                                    ud                              -                        9,00
18-parafusos de latão                        diversos                            -                          8,00
19-arruelas                                          diversas                            -                         6,00
20-integrado                                              2 ud                          1,20                      2,40
TOTAL MATERIAL..............................................................................................R $ 247,88
TOTAL MÃO DE OBRA.......................................................................................R $ 200,00
TOTAL GERAL....................................................................................................R $  447,88
RESULTADOS ESPERADOS
        Espera-se, com a pesquisa a ser realizada, que os voluntários possam vivenciar experiências religiosas, mediante o uso do CD, replicando-se assim, os experimentos do Dr. Michel Persinger. Espera-se também, que os oito voluntários escolhidos pelos critérios especificados no item 3.5, não sejam prejudicados pela pesquisa, ou seja, não sofram nenhum tipo de dano, seja físico ou emocional e, que ao final dos testes, sintam-se muito bem e desejosos de repetir os testes, em outra ocasião.  
AXEXOS
1-Questionários:
a)MODELO DE QUESTIONÁRIO A SER APLICADO PELO PESQUISADOR RESPON-
SÁVEL, NOS OITO VOLUNTÁRIOS, ANTES DA PESQUISA (assilalar com um x):
1-Voce está ansioso ?  Sim....... Não......    Indiferente........
2-Se ansioso, em que grau ?
Muito ansioso..... Ansioso.......  Pouco ansioso...... Sem ansiedade.........
3-O que espera lhe acontecer, durante a Pesquisa ? (Descrever):
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4-Se teme alguma coisa, o que ? (Descrever):
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5-O que os seus parentes-pais,irmãos, tios, etc, pensam sobre a Pesquisa ? (Descrever):
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6-Qual o seu maior temor ? (Descrever):
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7-Qual a sua expectativa positiva ? (Descrever):
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8-Voce confia no responsável pela Pesquisa ? (Assinalar com um x):
Sim........ Não........ Indiferente........
9-Caso sim, em que grau ? (Assinalar com um x):
Muito grande..... Grande....... Normal........ Pouca....... Muito pouca...... Nenhuma.....
10-Caso sua expectativa seja pouca, muito pouca ou nenhuma, ainda deseja prosseguir com a Pesquisa ?
b)MODELO DE QUESTIONÁRIO A SER APLICADO NOS OITO PACIENTES, SENDO UM  DE CADA VEZ, DURANTE A PESQUISA:
1-Como está se sentindo agora ? (assinalar com um X):
Ótimo.......  Muito Bem........    Bem.......   Regular.......   Ruim........   Péssimo.......
2-Ouve alguma coisa ? (Pedir para descrever, de que lado, que tipo de som, etc):
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3-Sente algum sabor ? (Pedir para descrever):
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4-Sente algum tipo de odor ? (pedir para descrever):
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5-Sente algum tipo de toque ? (Pedir para descrever, onde e como):
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6-Está vendo alguma coisa ? (Pedir para descrever, de que lado, a cor, etc):
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7-Tem algum tipo de emoção ? (Pedir para descrever):
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c)MODELO DE QUESTIONÁRIO A SER APLICA ADO PELO RESPONSÁVEL PELA PESQUISA, NOS OS OITO VOLUNTÁRIOS, APÓS A REALIZAÇÃO DOS TESTES
1-Como está se sentindo agora ? (Descrever):
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2-Caso positivo, em que grau ? (Assinalar com um x):
Òtimo..... Muito bem..... Bem..... Regular........
3-Caso negatativo, em que grau ? (Assinalar com um x):
Sofrível....... Ruim...... Péssimo.......
4-Voce se submeteria a ostro teste, depois deste ? (Assinale com um x):
Não.........   Sim.........   Indiferente.......
5-Passou por algum tipo de experiência religiosa ? (Descrever):
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6-Foi uma experiência importante ?
Sim......   Não.......    Indiferente.........
7-Caso sim, em que grau ? (Assinalar com um x):
Ótima.......  Muito importante......... Importante........ Indiferente.......
8-Caso não, em que grau ? (Assinaler com um x):
Péssima...... Muito ruim....... Ruim....... Sofrível........  Indiferente.......
9-Descreva, sumariamente, como foi o teste para voce (Descrever):
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1º.TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – TCLE

       Eu, .........................................................................................................................,
brasileiro, (estado civil)......................................................, residente e domiciliado
à (Rua, Av.)............................................................................................. nº..................
Bairro.................................................................................................,Cidade...............
...............................................................País..................................................................Portador do CIC nº......................................,CPF................................................,
DECLARO, para os devidos fins, que estou ciente :
  1. da justificativa,da metodologia,dos objetivos e finalidades da Pesquisa;
  2. dos desconfortos e possíveis riscos da Pesquisa;
  3. da forma em que ocorrerá o acompanhamento, a assistência e dos nomes
dos responsáveis pela Pesquisa;
  1. de que terei garantias e esclarecimentos,antes  da realização dos testes,sobre a precisão e exatidão da metodologia a ser usada;
  2. de que terei ampla e total liberdade para recusar a participar dos testes,bem como, de anular o Termo de Consentimento Livre, por mim assinado, em qualquer fase da Pesquisa, sem que me seja imputada nenhuma pena,nem prejuízo;
  3. de que terei garantido o meu sigilo, a minha privacidade,bem como a confidencialidade de todas as informações que venha a prestar;
  4. de que os dados da pesquisa,caso venham a ser publicados, manterão sigilo total, em relação à divulgação do meu nome;
  5. de que serei idenizado,no caso de sofrer danos em virtude da Pesquisa, de acordo com avaliação judicial;
  6. de que receberei uma cópia do Projeto de Pesquisa, com a devida antecedência;
  7. de que receberei os números dos telefones das FIES e do pesquisador responsável;
  8. De que tomarei conhecimento do endereço do responsável pela pesquisa,  assim como,do número do seu telefone residencial e celular.
Curitiba,..........de .............................................de ..........................
............................................................................................................
(Voluntário-colocar o nome)
2º.TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Eu,............................................................................................................................
(Nacionalidade).......................................................(Estado Civil)....................................,
Portador da CI nº. ...........................................,CPF..........................................................,
Residente e domiciliado à (Rua,Av.)................................................................................,
Nº................,Complemento.............................................,Bairro........................................,
Cidade................................................,País.........................................................................,
DECLARO que DESOBRIGO as Faculdades Integradas “Espírita”, de qualquer responsabilidade sobre danos que eu venha a sofrer,em virtude dos testes a que me submeterei, referentes à pesquisa com o Capacete de Deus, a ser realizado nas dependências das FIES, sendo que serei idenizado pelo responsével pela Pesquisa,na forma judicial, caso venha a sofrer os referidos danos.

  Curitiba,.............. de ........................................ de ...................

  ...................................................................................................................
  Voluntário (Colocar o nome)
___________________________________________________________________  
                          DECLARAÇÃO
Eu, Elson de Araújo Montano, médico neurocirurgião, brasileiro,divorciado,por-
tador da CI nº..............................................,CPF...............................................................,
domiciliado e residente à Rua.....................................................................,nº...............,
Bairro.....................................................,Campinas, São Paulo, Brasil, DECLARO,para os devidos fins, que os testes a serem realizados na Pesquisa com o Capacete de Deus, nas dependências das Faculdades Integradas “Espírita”, não apresentam riscos para os pacientes que se submeterão aos mesmos.
   Curitiba, ....................... de ...................................................de............................
                ......................................................................................................
                    Dr.Elson de Araújo Montano
REFERÊNCIAS
-Persinger, M.(2001).The Neuropsychiatry of paranormal experiences. The journal of neuropsychiatry and clinical neuroscience, 13(4);
-Persinger,M (1983). Religious and mistycal experiences as artifacts of temporal lobe function:  a general hipotesis. Perceptual and motor skill. 57(3 pt 2);
-Persinger,M. (1993). Paranormal and religious beliefs may be mediate diferenttialy by subcor tical and cortical processes of temporal (limbic) lobes. Perceptual and motors kill. 76(1);
-Ver Wikipédia, verbete “Neuroteologia”);
-Marinho Jr, Raul (2005).A religião do cérebro.São Paulo-SP,Editora Gente;
-Bucke, Richard Maurice (1996). Consciência cósmica. Curitiba-Pr, 1ª. Edição da  AMORC;
-James, William (1991). As variedades da experiência religiosa. São Paulo-SP, Editora  Cultrix;
-Grof, Stanislav (1999). O jogo cósmico. São Paulo/Rio de Janeiro/Belo Horizonte, Editora Atheneu Cultural;
-Jung, Carl Gustav (1975). Memória, sonhos, reflexões.Rio de Janeiro- RJ, Editora Nova Nova Fronteira;
-Weil, Pierre (1993). Antologia do êxtase. São Paulo- SP, Editora palas Athena;
-Newberg, Andrew;d’AQUILE, Eugene; RAUSE, Vince (2001).Why God won’t go away. New York, Ballantine Books;
-Marinho Jr., Raul (2005). A religião do cérebro.São Paulo – SP, Editora Gente;
-Marinho Jr., Raul (2005). A religião do cérebro;
-Marinho Jr. Raul (2005). A religião do cérebro;
-Damásio, António (2000). O mistério da consciência.São Paulo-SP, Companhia das Letras;
-Newberg, Andrew & d’Aquile,Eugene (1999).The mystical mind.Mineapolis,Fortress   Press;
-Newberg, Andrew & Waldman, Mark Robert (2009).How God changes your brain. New Yor, Ballantine Books;
-Newberg, Andrew;d’Aqule, Eugene; Rause, Vince (2001).Why God won’t go away  New York, Ballantine Books;